terça-feira, 23 de novembro de 2010

Belo retorno e sensibilidade do Braga Barros.
Simplismente não sabemos o que fazer?
Já cheguei uma vez a uma delegacia levando estas cartas acabei não sendo atendido.
Hoje conversando com uma pessoa. Refletimos que a periferia desta grande cidade está maltratada.
O que fazer aprender de fato a nos mobilizarmos quantos Nélios se fazem presente em nossa cidade.
Cade os companheiros do PT que é governo federal ?
Eles tem acesso a infraestrutura. Já mandei emails para o Senador Suplicy tentando trazer o renda minima para São José dos Campos ?
Onde anda o Sindicato dos Servidores Municipais ? Que movimentação de fato a oposição a bancada do PT tem feito na cidade?
Que isto companheiros voces não reagem ?
E se o Nelio uma hora desta leva de fato e cumpre a promessa com que cara ficaremos ?
Esta cidade precisa reagir ?

JOKA

joão carlos faria

Nélio,
    Recebi sua Carta Final. Sem ironia, pois o momento não permite, sensibilizou-me.
Ela vem reafirmar o que nós todos já sabemos que viver de arte no Brasil e, em especial em São José dos Campos é praticamente impossível. Nós "artistas" para não abandonarmos a nossa arte sempre procuramos alguma maneira de levar o gás para casa e nossa cesta básica, fora dos holofotes.
    Você tem provado que aquela máxima que afirma que o trabalho dignifica o homem não é verdade. Pois tenho visto seu trabalho (Jardins, Hortas, Representações teatrais e Performances...) sempre com muita qualidade e pesquisa. Dentro de minhas limitações tenho oferecido amizade, respeito, espaço nos eventos que estou à frente para suas apresentações e divulgação de seu trabalho.
    Não tenho nenhuma empresa, e não trabalho em nenhum órgão que possa empregá-lo dignamente. Aproveito esta minha resposta para mostrar minha profunda indignação por perceber que nossa cidade não dispõe de nenhum equipamento de acolhida a um artista de palco e de horta que está passando por necessidades e carências fundamentais para viver, sobreviver e continuar...
    Sua Carta Final deveria se tornar, de fato, uma Carta Final para estas situações de injustiça social e de início de uma acolhida mais humana e mais artística por parte de quem detém os meios e recursos para este fim.
    O primeiro impulso me leva a responder-lhe com sinceridade, sem ironia, sem demagogia que não sou a pessoa que  vai resolver esta sua situação que concordo está em seu limite, por isso respondo e torno pública a minha indignação e a minha solidariedade a você. Transformo esta carta de amigo em um manifesto para ver se consigo sensibilizar outras pessoas que possam efetivamente lhe dar o que você está precisando: emprego e salário digno.
    Aguardo você na quarta-feira para a nossa Ciranda...
José Antonio Braga Barros
/ (12) 9209 6859

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