sexta-feira, 26 de março de 2010

Joca Faria






Kaos com K soa melhor que com C





Faz um tempo que ando me sentindo fora da realidade de minha cidade não sei porque? Até sei mudei de endereço, estou atento aos estudos da faculdade e circulando bem pouco. Fazemos parte de uma comunidade e de um jeito ou de outro precisamos estar próximos das pessoas. Meus textos ultimamente estão rareando quase um por semana para quem gosta de escrever quase todo dia e pinta a necessidade de preparar o segundo livro. Preciso achar um outro tempo para a escrita. O primeiro livro esta sendo uma experiencia legal já fiz duas edições a primeira vendi alguns e vi que não me satisfazia isto de manguear ou vender diretamente parece forçado então passei a dar o livro a pessoas que acho importante o ter. Com o tempo quero por os livros em bancas mas como sempre envolve custo. E cabe a minha criatividade chegar a uma solução. E optei por não correr atrás de leis de incentivo ou fundos de cultura acho que minha obra merece outras experiencias. A experiencia de mercado. Já existe Ongs e Fundações para tudo. Então porque não devo ousar e buscar saídas dentro do mercado? Sem depender dos SESC e Fundações nada contra estas instituições que são cumpridoras de seus papeis. A cultura deve ser uma criadora de oportunidades mesmo que arriscando outros voos quebremos a cara. Aprendi com o tempo a absorver as criticas positivas ou negativas dada a minha curta visão. O mundo não é só o que enxergamos e enxergo bem distorcido por isto uso óculos quando os tiro tudo se embaça e vira um Kaos. E prefiro Caos com K. Soa melhor e o simbolo é mais forte que com C. Hoje sei que a língua define os códigos de escrita. Mas para o público que escrevo estarão bem atentos a esta licença quase que poética. Tenho vontade de me aventurar nas Artes Plasticas. Uma hora destas chego lá por enquanto crio textos e vídeos. Esta vontade despertou através do Arteateh. Um grupo que discute arte na cidade virtualmente e presencialmente só falta um blog para se ampliar o debate. Porque não um programa de TV nas emissoras a cabo? Tudo pode rolar mas sempre depende de dinheiro e disposição das pessoas. Esta cidade é bem dinâmica tem uma historia cultural já de tempos. Eu tenho uma lacuna a preencher a década de 50 até 70 do século vinte. Quando se mudou a maneira do mundo ver as coisas só tenho referencia da cidade a Helena Calil.

Então precisamos aprender a decifrar esta época em que vivemos para gastar nossa pouca energia

em coisas que deem um significa real. E deixaremos de bater cabeça. Estamos num ano eleitoral precisamos estar bem atentos? Governos dão um norte ao pais. Temos que ir além de votar. E buscar uma nova cara a vida pública. Simpatizo com Ciro Gomes e se ele passar nas previas voto nele. Pode dar um passo além do governo Lula que agora finda-se. Para o bem ou mal termina um governo. Que ele vá com Deus. Agora o pais precisa pensar que rumo terá estamos entre Serra e Dilma? Precisamos mudar este jogo?

E arte e cultura tem seu papel transformador para o debate politico. Mas hoje respeito quem não se manifesta politicamente. Mas prefiro continuar a levar minhas pedradas me expondo. A vida é curta demais para nos calarmos? E não me calarei. Mesmo sabendo dos ônus que isto acarreta. Se tem mais ônus que bônus. Mas isto é o jogo. E estamos bem vivos. O que importa é viver bem mesmo que internamente. As coisas parecem que não acontecem mas o mundo esta se movendo. A gravidade nos prende ao chão. E o corpo físico nos mantem a terra. Mas tudo flui o planeta gira num espaço. Cheios de galaxias. E nunca sabemos para onde vamos? Temos que aprender a decifrar os rumos que fazemos. E arte, cultura, filosofia, religião e esoterismo, ciência estão ai com algumas chaves para desvendar estes mistérios tudo se misturando. E graças a Deus e o Diabo estamos bem vivos nesta festa que nunca termina. E como diria Paulo Rafael de Aguiar Godói que esta sem celular. Vivamos cem anos dentro de uma faca. A cidade esta ai o pais e o mundo estão ai. Se não vamos mudar o mundo? Que pelo menos mudemos a nós mesmo. Estou aqui vivo escrevendo desta minha desta sua SÃO JOSÉ DOS CAMPOS SÃO PAULO BRASIL.

Que se faça a luz dentro de nossas cabeças. Giam O Leão esta enjaulado quem irá soltar o Leão?



João Carlos Faria



Editora Pasárgada





Entrevista Valtinho



http://www.youtube.com/watch?v=8DpzUe_Ef7M

domingo, 21 de março de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=RHFcvB9xFm8
Joca Faria


Mudança

Dedicado a Tico Santa Cruz


Os séculos passam as noites passam e nós nunca passarinhos? Hoje estou aqui após uma semana sem conseguir escrever uma virgula se quer. Nos deixamos perder na infeliz correria desta era vazia de internet e TV a cabo. Nestes tempos modernos finalmente cheguei a TV a cabo numa das infinitas promoções que nos enrolam. E tchbum descobri um mundo sem criticidade. Onde só se mostra um lado bem leve da vida. Ontem numa roda de amigos num apartamento da Vila Ema aprendi mais de nossa realidade do que numa semana de internet. Depois acabei parando num destes bares onde somos todos bem vazios. Por mim ficava lá toda noite ou até parava nos Freitas. Já estava ganha a noite. Não perco meu tempo nas madrugadas querendo mulher nenhuma. Pois numa madrugada e nos bares só se acham mulheres vazias. Quero as mulheres que estão nos ônibus e metros que pela manhã saem para ganhar o pão. Estas sim me interessam sempre vi a falsidade na noite. É um ambiente bem artificial. Nunca fui boêmio prefiro um bom show, uma peça de teatro a andar em buscas de luxúrias que nunca alcançarei.
Já ás tenho e muito em minha mente busco libertar-me delas. Como a sociedade esta cada vez mais artificial. Antes se ia ao centro da cidade de dia para se encontrar pessoas bem criticas. Hoje não se acha ninguém. Me contento numa banca de revista no meu bairro onde ao lado de jornais que nada de valor contem nos deliciamos analisando o mundo.
Devemos dar um basta nisto e marcarmos encontros falar com as pessoas entroca pura e simplesmente de saber. Quando ouço a fundo falarem de politica só se falam das jogadas das trocas de votos já não vejo mais falarem de sonhos e ideias que possam melhorar a vida de todos nos por isto me aborreço com a politica. Já não carrego nenhuma bandeira. Estas bandeiras ideológicas de nada servem. Precisamos se ainda houver tempo refundar a sociedade. Tanta tecnologia e possibilidades e deixamos a internet e a TV a cabo vazia. Não consigo achar pessoas para algum projeto que tenha alma. Nossas crianças estudam em escolas competitivas onde o importante é tirar dez em Matemática e daí aprendem o que? Sempre estudei em escola pública nos anos oitenta e uma parte dos noventa. Onde professores nos falavam fora do horário de aula da vida da politica e daí ingressei num PT de utopia. Fui militante porque acreditava quando já não acreditei sai. Temos que fazer as coisas por amor e não só recompensas façamos por amor e o que precisarmos da vida material virá por acrecemo. Nesta noite no apartamento ouvi projetos e vi os olhos brilharem. Ouvi pessoas que tentam viver e não sobreviver. Chega de tentarmos sobreviver precisamos aprender a viver. Só temos o agora para alcançar a felicidade tanto a felicidade individual quanto a coletiva. Ando a pé pela cidade e ainda vejo pássaros ao lado de Rios mortos talvez ainda resta um pouco de vida lá. O parque de minha cidade é belo mais belo hoje que ontem cheio de animais livres e soltos enquanto se mantém um casal de passarinhos presos numa gaiola de minha casa. E a secretarias de meio ambiente nada fazem, as secretarias de educação nada fazem talvez porque eu e você sempre estamos de braços cruzados. Não sabemos nos articular. Preferimos esperar de alguém que faça esta alguém não existe este alguém só eu e você. Se o prefeito de nossa cidade é incompetente cabe a nós o tirarmos e encontrar alguém competente ou sejamos nos o candidato a Prefeito. Se nosso governador não governa ou não sabe governar sejamos nos o Governador. Ou o Presidente da República os partidos estão ai sem moral e sem liberdade porque nós cruzamos os braços. Se o Rio esta morto e porque nos o matamos. Tá na hora de nos re erguermos limparmos nossa mente, nosso corpo buscar uma sabedoria que está dentro de nós. E irmos a luta. Não importa se morreremos amanhã ou hoje que seja feita a nossa vontade agora. Que nosso ser se manifeste e não nosso ego.
Sejamos mulheres e homens de verdade e o mundo pelo menos a nossa volta será outro. Temos força para sairmos de dentro de nosso abismo. E recriar a vida em plenitude. Nós somos os filósofos, os políticos, artistas, operários somente a nos e em nossas mãos esta a mudança.
Se eu ou você nada fizermos as coisa sempre serão iguais. Em minha cidade jovens se encontram perto de supermercados e as vezes acontecem brigas e agora a policia que os tirar delá porque? Se governos não dão lazer, não geram empregos a estes jovens e o Estado manda sua policia descer a borracha em vez de mandar educadores, agentes culturais. Que sociedade tola estes jovens gritam por ajuda? E nos bem famílias deixamos nossa policia os reprender. Qui cá saiam lideres destes jovens roqueiros para buscar o que a eles pertencem. E quiça da mediócre sociedade joseense sai alguma orientação de lés oferecer as mãos em vez de cassetetes. Ó minha sua São José dos Campos cidade de muito dinheiro e muita corrupção. Que hora teremos vergonha em nossa cara e a mudaremos?
Os séculos passam as noites passam e nós nunca passarinhos?


João Carlos Faria

Editora Pasárgada


ms

ms jokafaria@hotmail.com

teu 012 9113 54 17

http://www.youtube.com/watch?v=RHFcvB9xFm8






AOS FILHOS DA MORTE BURRA





AOS FILHOS DA MORTE BURRA




De que adianta o homem ter chegado à Lua, pousado em Marte...
Se não tocar na lua azul dourada que existe dentro de si...


Tavinho Paes,
comentava comigo outro dia que as pessoas não freqüentam mais os parques, não olham mais para o céu para ver rostos e animais (as múltiplas criaturas que podemos imaginar observando o movimento das nuvens)... saímos a noite apenas para beber, se drogar, fazer sexo, e não para conversar, encontrar amigos, buscar nos meandros da noite a “legião púrpura”, os tonéis das tintas mágicas da madrugada brasileira. Não! Queremos “sexo, baseado, pó e cachaça” e pronto! Somos apenas máquinas de foder, de foder o juízo dos outros. Vivemos a idade dos pit bull e das pit boas: aquele bando de sujeitos e sujeitas lotam todos os dias as academias, mas jamais abrem um livro de Artaud. Apolíneos de vitrine, homens touros, mulheres vacas holandesa que não dão nenhum leite, a não ser o magro leite da ignorância. Cansei de pessoas artificiais, quero uma bunda de verdade, não um pastel de silicone.

“-Querida Nadja 12.234.00, ligue sua webcam, vamos fazer amor, faz de conta que o mouse é meu pênis. Vamos ver... o monitor será sua vagina!”

Não há coisa melhor que o amor virtual, que o foder virtual, jamais corremos o risco de engravidar, jamais transmitiremos um vírus? Nossa, é mesmo!!! É possível que eu tenham no canal da ureter e você nas trompas de falópio alguns Trojan horse.” O sexo virtual, a vagina virtual, o pênis, o homem virtual, a mulher virtual, a merda de verdade.

“-Amore, acabei de te mandar por e-mail a foto do minha xereca, vê se num mostra pra ninguém, eu te amo meu Pentium 4.”

Colombo um dia disse que ouviu dos lábios de Galileu Galiléu que em breve veríamos seres humanos morando dentro de magníficas garrafas virtuais. Esse dia chegou e chegou pobre, sem água, sem oxigênio, alimento orgânico, poesia transcendental, pomada de cânfora...

Pobres pessoas que já não olham para os cristais do céu,
para vocês o mundo acabou, sentem-se herdeiros dos escombros de uma civilização fria que foi soterrada pelas próprias fezes. Agora, chegamos ao dilema: não sabemos qual a diferença entre um ser humano e um caminhão de bosta. Eu vos digo, que bosta não morde e nem dispara fuzis; não sei se ajuda, mas é o que posso dizer nesse momento que o dinheiro peida mais que avião da TAM.

Que tal um suquinho de petróleo radioativo? Uns bolinhos de bacalhau contaminado com a radiatividade de Angra 2 e com a caretice dessas pessoas artificiais e omissas?

‘’Canta, canta, canta minha gente, deixa tristeza pra lá, canta forte, canta alto” que vida vai piorar, que o planeta vai ficar mais quente, que vamos “morrer de sede em frente ao mar” porque não haverá mais água potável. Babacas! !!! ( me incluo nesse conjunto porque um dia acreditei no "Bom Velhinho da coca-cola").

-Sou um jornalista encapetado, que fica cutucando as feridas infeccionada só pra ver as varejeiras voejarem sobre os céus de tua cama comodista

(edu planchêz)

terça-feira, 16 de março de 2010

ATÉ QUANDO?

Quem pariu Mateus que o embale!

Ditado popular



Estou na expectativa da resposta que as lideranças do PT em São José dos Campos e o próprio partido irão dar às acusações que recebeu do prefeito Eduardo Cury, durante a longa entrevista que concedeu ao jornal Valeparaibano, no último domingo, para justificar a sua incapacidade para governar a cidade, não a um, como tratou o jornal, mas há cinco anos. Cumprindo o papel de escada das estratégias políticas da direita, que vem executando há décadas na cidade e na região, o Valeparaibano já assumiu em editorial, nesta terça feira, a posição do prefeito, além de ter prometido continuar dando ressonância às mesmas ao longo da semana.

Questiono se o PT e os petistas irão reagir desta vez porque, semanas atrás, o mesmo jornal abriu suas páginas para que o ex-diretor do INPE, Márcio Barbosa - velho aliado de FHC e das políticas entreguistas neoliberais - acusasse o Governo Lula de impatriótico, etc, etc; por esse não ter apoiado as suas pretensões de galgar um posto ainda maior e continuar gozando das sinecuras garantidas por um cargo de nível internacional, como era a sua intenção. Na época, não me lembro de ter visto nenhuma manifestação do PT ou das lideranças da área de C&T da cidade e da região, que tão bem conhecem a figura do burocrata e carreirista Márcio Barbosa.

Toda a cidade sabe que, se tem algum partido e alguma liderança política que são responsáveis pelo fato de São José dos Campos vir mantendo um político medíocre, do naipe do senhor Eduardo Cury, como prefeito esse partido é o PSDB e essa liderança política é se chama Emanuel Fernandes. Essa ainda é “a São José do Mané!”.

O que é ou, o que vem a ser, a São José do Mané?

É a São José da arrogância, da falta de diálogo, do desrespeito às leis quando o assunto é gestão democrática; do controle da Câmara Municipal e dos meios de comunicação, com a sonegação de informações; do hábito de responsabilizar os outros pelos seus erros, defeitos e incapacidades; da tática de governar para os que não precisam de governo e de tratar a pão e água aqueles de dependem da saúde e do transporte públicos; do total desinteresse em solucionar problemas estratégicos e cruciais - como é o caso dos loteamentos clandestinos e irregulares e das favelas, cuja nomenclatura, não o problema, eles conseguiram banir da nossa cidade – e de ficar postergando os casos de conflitos de interesses que envolvem mais de um segmento das elites da população que lhes têm garantido os votos e o apoio político para continuarem mandando na cidade, como é o caso da ocupação e uso do solo na região do Esplanada.

Sempre houve controvérsias, mas admitamos, ainda que para efeito de análise, que a São José do Mané deu certo enquanto ele próprio foi prefeito e reinou na cidade com o apoio de todos os setores da direita e dos meios de comunicação, além de ter podido contar com as presenças de governantes tucanos em São Paulo e em Brasilia, que davam sustentação à sua forma arbitrária de governar; no entanto, se a sua antecessora, a ex-prefeita Ângela Guadagnin, que também concluiu seu mandato muito bem avaliada pela população - a desconstrução desse conceito se deu a posteriori, tendo sido umas das principais realizações da articulação conservadora que se armou na São José do Mané - não teve habilidade política para fazer o seu sucessor, jogando a cidade praticamente no colo das forças conservadoras; é preciso alertar a população e toda a região que a obra de Emanuel Fernandes vem sendo este “jogo de soma zero” que vem resultando para São José dos Campos a soma dos seus 8 anos à frente da prefeitura com os 5 (desgraçadamente ainda faltam mais 3 anos) de Eduardo Cury, que também são da inteira responsabilidade dele e do seu partido.

Foi Emanuel Fernandes quem colocou o Cury quase que literalmente no colo, num banco de praça, tratando toda a população como jacu, durante as campanhas eleitorais de 2004 e de 2008, iludindo a boa fé de grandes parcelas da população. É dele e não de qualquer partido, liderança política ou movimento social, de qual orientação ideológica for, a responsabilidade maior pelo ridículo e cada vez mais comprovadamente irresponsável – com indícios claros de desonestidade – que vem caracterizando a administração Eduardo Cury em São José dos Campos. Isso não interessa para o jornal Valeparaibano, mas interessa para a opinião pública da cidade e da região, do estado e até do país, porque neste ano teremos eleições e as disputas estão prometendo se dar muito mais no campo ideológico; porque, afinal, é o PT o partido a ser derrotado desta vez!

Que o Emanuel e os tucanos engulam o Cury; quem pariu Mateus que o embale!



Moacyr pinto

sexta-feira, 12 de março de 2010

O HOMEM - MELANCIA


Joca Faria

O Homem - Melancia


A noite chega enquanto para variar leio a poesia de Edu Planchez terei que fazer analise para entender minha predileção por este poeta canibal. Mas para se admirar um talento precisa-se de analise? Ainda não reconhecido pelos cânones literários Edu vive longe das Academias, editoras e tudo ligado ao oficial. Mas e daí é um poeta e pronto. Que tem potencial para ser editado.Ele já tem um poema fundamental para os dias de hoje Os filhos da Morte Burra.
E vive a margem mesmo estando dentro do oficial. Já estivemos juntos numa vernissagem em plena Academia Brasileira de Letras onde confessei que ainda não li Machado de Assis tudo é questão de momento. E melhor ler Machado já na maturidade depois de ter passado por inúmeros autores. Qualquer horas desta lerei. Encontramos Ferreira Gullar na Academia estava presente de alma e corpo. Ajoelhamos nos diante deste poeta. Que já li muitas coisas. Estar no Rio ou em São Paulo tanto faz a cena cultural é sempre a mesma com sua beleza e ilusão. Adorei aquele centro do Rio de Janeiro. Como o de Belo Horizonte, Vitoria e São Paulo já andei pelos quatro estados de nossa região sudeste. Ainda caminharei por Manaus, Cidade do México, Nova Yorque, Paris mas e daí? Não importa? E quero estar juntos com figuras como Edu, Franklin Maciel e Rynaldo Papoy e com ela também. Estas cidades combinam com gente que vê a vida com outros olhos. Olhos de Eliete Santos com quem andarei por todo oriente quem sabe vendo as piramides do Egito.
Quero poder sair em astral mas por enquanto não me é permitido. Talvez ainda seja uma curiosidade mistica enquanto for não sairei. Tudo na vida é ilusão este ano tento me despir da ilusão de sucesso ou fracasso ou de estar numa pretensa cena cultural que não existe. Sempre gostei de aparecer. Vestiria uma roupa de melancia numa boa. Mas agora esforço-me para romper com que chamam de mídia me atentarei aos meus textos e futuros livros e vídeos. Quem sabe alguns longas metragens. Se um dia tiver a tal qualidade necessária uma editora chegará amim. Não mais procuro nada além de tentar ganhar a vida de forma honesta que nos dias de hoje é um grande desafio.
Sempre fui iludido quanto a fama e dinheiro é a influencia desta mídia perversa que nos cerca de todos os lados. Nos deixamos levar pela ilusão de fama e gloria talvez nunca tenhamos lido com atenção o Eclesiastes.
A vida é bem mais que a ilusão da TV ou internet. Quanto tempo perdemos quando deixamos de estar na cozinha nas noite frias para um bate papo. Preferimos as mentiras inofensivas de um msn. Onde somos quase Deuses. Trocamos tudo para estarmos sós diante de um computador o msn aceita tudo. Aquelas mulheres vestindo látex é pura ilusão. As vaginas não existem a pornografia entorpece nossas mentes. E acabamos exigindo da mulher real algo que ela nunca vai conseguir oferecer. A idealizamos e nunca alcançaremos. Agora prefiro o real. Mesmo sabendo que o real não é. Estamos aqui por um certo tempo. Nascemos, crescemos as vezes nos reproduzimos, envelheceremos e morreremos. Tudo é passageiro. Por isto gosto da visceralidade e até do escatológico Edu Planches não acho que seja um escritor pornográfico e vulgar. Ele escreve sem tabu. Fala da vida com prazer nos bons e maus momentos. Não quero ser mais o Homem – Melancia a vida é curta para repetirmos velhos erros. Que a maturidade chegue a mim ainda que tardia. Cade a juventude minha geração já passa da hora. Cade o novo. Até quando viveremos de velhos ídolos pop. Cade os novos. Quando conversamos sobre filosofia sempre ilustramos as conversas com Raul Seixas, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e cade os novos.
Hoje numa banca viámos antológica frase de Jhon Lenom. Chega de uma geração Filha da Morte Burra só Tico Santa Cruz é uma voz quase dicedente. Nesta era de sucessos perenes. Se Tico gravasse Edu iria colocar uma poesia atual dentro desta pasmaceira mas Edu é fruto da Geração 80. E antes brilhar tardiamente do que nunca.
Assim caminhamos neste deserto de criticidade nesta sociedade de internet, tv a cabo. Agora tenho
e só vejo o vazio a exceção de nosso Ziraldo num programa próprio de TV. O mundo atual precisa de uma juventude que viva o amor a flor da pele. O que vem dizer estes Emo? Ainda não vi nada talvez eu esteja careta. E o peso da idade.
Que ouçam e leiam Edu Planchez um poeta profeta de nosso tempo anunciando Os filhos da Morte Burra Edu é visceralidade numa época vazia.

João Carlos Faria

Editora Pasárgada


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