domingo, 29 de novembro de 2009

Estival numa reconstrução orgânica de São Jose´dos Campos.




Joca Faria



Ouço Cazuza enquanto leio o blog de Edu Planchez enquanto ele escreve a Marilza Francisco este texto ficou em minha cabeça por dias a fio e agora que consigo escrever sobre ele Edu anda a se simplificar neste Construções Orgânicas.

Planchez, Harley Campos, João Nicolau, Franklin Maciel, Ricardo Faria, Eliete Santos e Elizabeth Souza estes poucos índios que sobraram e que sempre estão comigo ás vezes todos nos entramos em choque e nos esta piamos filosoficamente , mas estamos ai vivos.

Eles são de minha praia filosófica nos construímos tudo e ao mesmo tempo nada. E agora surge a juventude se reconstruindo através do Estival.

Estive presente e estou presente embora muitas vezes cansado. Não sei do que minha intuição diz que este planeta agoniza e não consigo esconder isto de ninguém.

Mas tudo é um ciclo e me consolo ao ler estes poetas. E me redescubro poeta mesmo criando na prosa crônica de cada dia.

O que será de meu segundo livro um apanhado de crônicas de um escritor prolixo.

Não interessa deixa as coisas acontecerem e ora de me rei ventar e nos reveitarmos enquanto coletivo.

E o Estival esta ai reinventando a cidade. Ontem nos demolimos naquela antiga fábrica a cidade parecia revelar seu sub terraneo eu como nada havia entendido do Estival.

Entrei em cena pelas mãos de Harley Campos e sua saudável loucura. O cara ontem roubava a cena como um autentico palhaço. E eu um da geração maldita não fiquei por menos entrei em cena com velhos poemas de sempre.

Desculpe não consigo decorar. Sexta estreei o figurino de Bispo de Rosário e Gentileza e que virava Joca Faria. Feito e pensado por mim e Eliete Santos.

Eu já não sou e sou. Alguém perdido no deserto urbano meu caro Edu penso como você, mas precisamos aprender a gerar renda precisamos de muitas moedas de ouro.

Precisamos criar espaços nossos sem depender do poder público e dos empresários.

Leiamos Michel Foucault

E outros tantos poetas, filósofos e músicos.

Criemos uma nova civilização. Devemos demolir tudo isto e construir o novo de novo.

Somos sempre os mesmos eternas almas a buscar a felicidade.

E viva a utopia reenventada neste Estival ...

É estamos ai para o que der e vier. Pois vivos estamos...



João Carlos Faria

Editora Pasárgada



São José dos Campos São Paulo Brasil



http://www.youtube.com/watch?v=97VhnBx7gtk

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Estrangeiros


http://www.youtube.com/watch?v=iutK-AeHZVU

Joca Faria



A bola foi chutada pra dentro da trave e gooollll assim foi á pré- estréia do Estival com as produções de vídeo realizado na nossa quase pacata São José dos Campos. Fiquei pasmo como diria Jorley do Amaral ao criticar o jornal Litter numa sessão de terror da nossa câmara quase municipal.

Mas pasmo de ver sangue novo com boas iniciativas sem querer chupar o sangue do estado ou puxar o saco das diretorias de cultura ou de empresários vampiros.

Artistas de sangue na veia não precisam do estado moribundo. Que nada serve a cultura.

A não ser ditar falsas regras com nossso dinheiro e nem implorar a máfia de empresários locais.

E assim a cidade mostra sua cara numa mostra de resistência sem nenhum orçamento esta juventude faz e acontece com esta mostra.

No inicio com uma performance sobre a contracultura confesso que tive vontade de gritar.

Mas não o fiz deixo para minha intervenção nesta sexta – feira.

O curta bem produzido com um elenco de iniciantes duas ou três historia que se cruzam um bar onde dois amigos conversam, um apartamento onde um casal esta refletindo sobre o mundo e uma garota que circula pela cidade mostrando nossas avenidas vi a cidade ali retratada bela e bonita e feia ao mesmo tempo, mas é a nossa cidade.

Gostaria de ver este roteiro virar um longa- Metragem , pois nos habitantes de São José das Putas merecemos há desculpe.

Não se pode falar de putas. A cidade se estranha nem as da Praça Afonso Pena.

O roteiro retrata uma das aberrações do capitalismo de hoje que obriga as pessoas a mudarem de cidade ou até pais para ter uma colocação melhor na vida profissional deixando a vida familiar e afetiva de lado.

Já no ponto de ônibus atento já ouvi estas histórias na vida real.

O diretor Fabio Monteiro tem talento resta a ele a persistência , pois ele vive num pais onde Arnaldo Jabor trocou o cinema pelo jornalismo.

Formado em história ele faz cinema nas horas vagas ele mesmo já morou em várias cidades antes de voltar para São José.

E assim foi dada a largada a este Estival que pode mudar a cara da cidade?

Espero que esta nova leva de artistas não se corrompa nos corredores de paços municipais, câmara e fundações.

Que faça arte sem medo de ser feliz.

Estamos ai para comungar com esta nova geração.

Um sopro de vida as artes, cultura e movimentos sociais do pais.

Vamos lá viver nossas revoluções por segundo.

Que seja bem vindo este já memorável Estival.

Estamos ai. Que o caos se funda a ordem criando uma desordem e chegando a uma nova ordem.

Que revire-se a utopia. De um mundo mais justo longe de partidos políticos e o fazer que se perdem as almas no mar dos infernos.

Sorte a todos.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

jocafaria@yahoo.com.br

12 9113 54 17

http://www.entrementes.com.b